uma música (ou mais) por dia
plans get complex - ¡all-time quarterback!

dois dias que não escrevo né? minha agenda não permite.

para retomar então decidi trazer uma música do grande ben gibbard, do dcfc. desencanei de ouvir dcfc há um tempo mas eu gosto mesmo assim.

¡atq! é um projeto (nada mais hip que um projeto) feito por volta de 1997 que envolveu, como eu já disse, ben gibbard e só ele. é solo a parada.

e as músicas são bem legais. tem uma pegada bem lo-fi (bem mesmo, parece que gravaram o negócio num disco de argila). músicas tranquilas, algumas com uma face meio eletrônica e sintetizada (inclusive a música de hoje).

ouve aí:

take me to the riot - stars

eu já falei aqui como eu gosto de broken social scene (e do fato que essa banda é a melhor coisa que o canadá já produziu em toda sua existência américo-quintalística) e há uns meses eu estava procurando algo no mesmo estilo da melhor banda do mundo.

stars é uma banda originalmente de toronto (a bss é quase toda de lá se eu não me engano) e os caras fazem um som interessantíssimo, bem cheio de melodia.

aliás, quatro dos cinco membros da banda inclusive TOCAM na broken social scene. o canadá inteiro toca na broken social scene.

outra peculiaridade dessa banda é que eu a conheci antes do marcus. sem mais delongas, ouça essa música excelente agora:

under cover of darkness - the strokes

acho que não falei de strokes aqui ainda. os caras fizeram os álbuns que definiram o rock dos anos 2000 e todos são bons (problema seu se você não gosta do first impressions of earth). conheci-los por volta de 2004 num winning eleven campeonato brasileiro pirata que eu tinha (conheci franz ferdinand nesse jogo também. melhores 10 reais ever).

os caras são de nova york (interpol também é de lá, melhor cidade) e são todos uns riquinhos do cacete (principalmente julian casablancas, filho do magnificente john casablancas, o criador da mega agência de modelos elite, que revelou a grande gisele bündchen ao mundo). a primeira escola de julian casablancas foi o lycée français de new york e lá ele conheceu nikolai fraiture, baixista da banda. depois, conheceu albert hammond jr. enquanto estudava numa escola de milionários na suíça (aí ele foi expulso se eu não me engano). depois, foi estudar na dwight school (outra escola de milionários, só que em ny) e lá conheceu fabrizio moretti (o brasileiro mais americano do mundo) e nick valensi.

e os caras são extremamente talentosos. como eu já disse, redefiniram o rock dos 2000s com os três excelentes álbuns is this itroom on fire e first impressions of earthe são uma das minhas bandas favoritas. depois do f.i.e. rolou um hiato de uns cinco anos e agora finalmente eles estão pra lançar o novo álbum angles e hoje foi lançado gratuitamente o novo single desse álbum, under cover of darkness. estou apostando que esse álbum será o melhor dos 2010s. a música é absolutamente sensacional e é sinal de que os strokes voltaram com força total. ouça agora e baixe logo em seguida. 

vai lá baixar.

new fang - them crooked vultures

tem coisas de que não se espera gostar e acaba se gostando com o costume. claro que não é o ideal, mas acontece.

justamente o que rolou com a minha pessoa em relação a them crooked vultures. baixei o álbum pela primeira vez e não gostei nem um pouco (detestei). aí esses dias suspeitei que havia ouvido o negócio sem dar a devida atenção e percebi que é muito bom mesmo.

them crooked vultures é um supergrupo americano que conta com três artistas de altíssimo nível, dave grohl (ex-nirvana e foo fighters), josh homme (qotsa) e john paul jones (LED ZEPPELIN). os caras não são de se jogar fora, certamente.

suas músicas tem uma pegada de hard rock clássico que lembra, pelo menos na minha cabeça, rush, thin lizzy e led zeppelin (o que não é pra menos). ou seja, acredito que a música do them crooked vultures seja um revival do que foi o hard rock do passado.

ouçaí o single do álbum self-titled de 2009 dos caras:

sandblasted and set free - maxïmo park

maxïmo park foi uma banda que superou expectativas. o bernardo, nosso amigo olindense-londrino-gola-v-neoliberal, recomendou a parada e eu esperava algo que seria bem parecido com interpol (que é uma das minhas bandas favoritas). e não era.

maxïmo park é uma banda londrina, composta por paul smith (que insisto em confundir com paul banks do interpol e tom smith do editors), duncan lloyd, tom english (melhor nome) e lukas wooller. eu admito que esperava algo mais sombrio e bem próximo de interpol e editors.

as bandas são bem diferentes. mp (demoro meia hora pra colocar aquele ¨ no i) tem um estilo muito menos depressivo e mais agitado que editors e interpol. os caras desenvolvem um estilo bem distanciado e mais rock do que o indie rock regular.

e a música de hoje foi paixão a primeira vista (ou ouvida, couldn’t care less). tem um sentimento e até felicidade que é impressionante e até apaixonante. ouça:

city of blinding lights - u2

eu sou mega-fã de u2, não importando todas as críticas que a banda recebe. os caras são uma das maiores bandas de rock da história e que dispensa apresentações completamente.

mas mesmo assim não vou morrer se escrever um pouquinho sobre eles. banda irlandesa formada nos anos 80 por uns moleques que se conheceram na mount temple school em dublin acho. os caras tiveram várias fases, muitas mesmo. uma fase country, com uma influência fortíssima dos estados unidos, outra fase inspirada pelo dance europeu e a deutsche wiedervereinigung depois da queda do muro, e muitas outras.

e tendo feito grande parte de seu sucesso nos eua, eles podem ser, de certa forma, considerados uma banda americana. e como hoje é dia de super bowl e nesse ano completa-se 10 anos de 9/11 achei bem adequado relembrar do melhor show do melhor super bowl da história. os patriots ganharam dos rams e o u2 fez a melhor homenagem às vitimas do ataque de todas. vejam aí:

ps: texto curto porque estou vendo o super bowl.

blame it on the girls - mika

foi decidido esses dias no xx congresso internacional de música pelo conselho deliberativo composto solamente pela minha pessoa a bicha mais talentosa de todos os tempos desse século.

no século passado temos o até óbvio freddie mercury. nesse século o páreo estava entre jónsi e mika. e eu escolhi o mika.

e você me pergunta: ó sapiência, por que você escolheu o mika? não me levem a mal, o jónsi é talentosíssimo e tem uma voz sensacional. o trabalho solo dele é de primeira linha mesmo. mas me baseei no fato de que o jónsi ao vivo é meio chato (não com o sigur rós).

e o mika ao vivo é o cara. além disso, todo o trabalho do malandro é solo, ou seja, ele é rei por si só. e como já disse, ele é showman mesmo. vi uma apresentação dele na mtv uma vez e o cara legitimamente agitava o pessoal.

o mika é um cantor britânico nascido no líbano com um pai americano e mãe libanesa. o cara canta um pop bem agitado, lembrando um musical mesmo (foi essa a descrição que o marcus deu, acho). e é o melhor artista pop em atividade. assiste aí:

por motivos de força maior

não rolou texto hoje. amanhã posto dois. juro.

ragged wood - fleet foxes

esse post é quase uma parte dois do post de ontem. fleet foxes é outra banda americana de folk. é muito interessante porém que fleet foxes é completamente diferente de local natives. enquanto a segunda tem uma aproximação mais rock convencional pra música, a primeira tem um que de música medieval, de trovas.

isso é até reforçado pela dantesca capa do cd, que mostra uma cena medievalesca da pintura de 1559 chamada netherlandish proverbs, por pieter brugel the elder (que é interessantíssima por sinal. a pintura representa uma diversidade de provérbios holandeses, como sugere o título. vale a pena dar uma passada na wikipedia pra ler sobre a parada). 

conheci os caras depois de ouvir local natives e procurar outras coisas na mesma linha para se ouvir. e aí esses dias tava aqui no tumblr e vi o post da giovanna sobre a música white winter hymnal (que é uma música maneiríssima mesmo e tem um clipe ótimo, ouçaí) mas a minha favorita mesmo é ragged wood.

ragged wood é uma música dividida em algo como dois atos. o primeiro é bem agitado e tem uma presença mais forte da bateria e da guitarra. já o segundo é um pouco mais sombrio e grave (não muito).

pelo menos é isso que eu acho da música. tire suas conclusões assistindo ao vídeo aí:

world news - local natives

nos EUA (melhor país) está rolando uma onda duma espécie de indie folk. há uma diversidade de exemplos, como os divertidos vampire weekend e edward sharpe and the magnetic zeros e os mais sérios como grizzly bear (tão sério que chega a ser chato. não sei se é culpa do cd que ouvi mas enfim) e também os realmente bons como local natives e fleet foxes (que é o texto de amanhã). 

e uma dessas bandas mais novas é, como já disse, local natives. é formada por uns meninos de los angeles cuja banda antes chamava cavil at rest (o primeiro cd é chato de achar e eu não vou te ajudar pra não perder a indiezice do negócio). lançaram seu primeiro álbum (como local natives) em 2009 e chamaram-no de gorilla manor (nome da casa que os moleques vivem). é aquele esquema: gente branca tocando música de gente negra porém embranquificando o negócio. e te falar: é realmente bom.

as músicas são extremamente harmoniosas e muito diferentes do que estamos acostumados. e é bem melhor que as bandas que citei no começo do texto. o primeiro cd é exatamente como qualquer banda deseja começar: muito bem.

a música de hoje está no álbum (a que eu ia postar não estava e não tinha um vídeo com boa qualidade no youtube. fica pra outra oportunidade) e tem um clipe bem legal. aproveite.